
Renato Machado morre aos 83 anos e deixa legado no telejornalismo brasileiro
Ex-apresentador do Bom Dia Brasil e referência da TV Globo construiu uma carreira de mais de quatro décadas na imprensa nacional
O jornalista Renato Machado, um dos profissionais mais respeitados do telejornalismo brasileiro, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. O comunicador estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da capital fluminense. Até a publicação desta reportagem, a causa da morte e as informações sobre o velório não haviam sido divulgadas.
Com uma trajetória marcada por grandes coberturas nacionais e internacionais, Renato Machado tornou-se um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira. Sua atuação em programas como o Bom Dia Brasil, Jornal da Globo, RJTV e Jornal Nacional consolidou sua importância na história do jornalismo do país.
Carreira marcada por grandes coberturas
A carreira de Renato Machado teve início em 1969, quando passou a atuar como repórter no Jornal do Brasil. Após mais de uma década no periódico, foi contratado pela TV Globo, em 1982, permanecendo na emissora até 2021.
Entre seus primeiros trabalhos na televisão esteve a cobertura da Guerra das Malvinas, conflito que marcou a história da América do Sul e projetou o jornalista nacionalmente. Ao longo da carreira, também atuou como correspondente internacional em Londres e participou da cobertura de acontecimentos históricos que repercutiram em todo o mundo.
Entre os fatos acompanhados por Renato Machado estão os atentados terroristas ocorridos em Paris, em 1986, além do desastre nuclear de Chernobyl, um dos maiores acidentes da história da energia nuclear.
Do sonho da diplomacia ao jornalismo
Nascido no Rio de Janeiro, em 21 de março de 1943, Renato Machado formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Antes de seguir carreira na comunicação, chegou a ser aprovado em uma das etapas do concurso para diplomata, sonho incentivado por sua mãe. No entanto, desistiu da carreira ao não prosseguir nas fases finais do processo seletivo do Itamaraty, decisão que mudou definitivamente seu futuro profissional.
Ainda antes do jornalismo, também trabalhou como ator, participou do Teatro Oficina, em São Paulo, realizou trabalhos como dublador e, em 1967, foi selecionado para atuar na BBC, em Londres, experiência que contribuiu para sua formação profissional.
Referência para gerações de jornalistas
Ao longo de mais de quatro décadas de atuação, Renato Machado ocupou funções como repórter, editor, correspondente internacional, apresentador e comentarista. Sua passagem pela TV Globo foi marcada pelo estilo sereno, credibilidade e domínio dos temas abordados.
Em entrevistas ao projeto Memória Globo, o jornalista costumava destacar que o telejornalismo exige aprendizado constante e conhecimento técnico em diversas áreas da produção televisiva, desde reportagem até edição e linguagem audiovisual.
Após deixar a TV Globo, em 2021, continuou ativo na comunicação, escrevendo para jornais e revistas especializadas, principalmente sobre vinhos, assunto pelo qual era apaixonado. Também colaborou com a CBN.
Legado para o jornalismo brasileiro
A morte de Renato Machado representa a perda de um dos profissionais mais influentes da televisão brasileira. Seu trabalho ajudou a registrar momentos decisivos da história contemporânea e serviu de inspiração para diversas gerações de jornalistas.
Embora sua atuação tenha sido de alcance nacional, o legado deixado pelo comunicador também é reconhecido por profissionais da imprensa em Minas Gerais e em todo o país, reforçando a importância do jornalismo comprometido com a informação de qualidade.
Fonte: Zero Hora (GZH) e O Globo.